
Nem a tecnologia nem o projeto são novos, datam de 2006, mas são um ótimo case de inovação. A Philips é co-inventora da tecnologia NFC, que promete aproximar o mundo virtual do real, possibilitando praticidade à vida cotidiana e abrindo novas possibilidades de serviços e experiências.
O funcionamento, em linhas gerais, é simples: um equipamento portátil usando um chip NFC permite que sejam feitos pagamentos e compras ou mesmo acessar informações e seviços diversos. Ou seja, um aparelho celular pode ser usado para fazer compras no cartão de crédito ou mesmo como bilhete de transporte público. Para quem vai viajar, o celular se torna um bilhete integrado para pagar passagens aéreas, diárias em hotéis e alugar veículos.
A interface de uso não conta com menus nem configurações complexas. Basta aproximar o aparelho da catraca do metro, por exemplo, que a operação será efetuada automaticamente. Em Hanau, na Alemanha, as pessoas já utilizam a tecnologia para pagar o transporte público. Em Linburg, na Holanda, a população já utiliza o NFC para comprar entradas para jogos de futebol, além de alimentos e bebidas e produtos de seus times dentro dos estádios. Por fim, na cidade de Caen, na França, as pessoas estão usando o celular para fazer compras, pagar estacionamentos e obter informações turísticas.
Por trás desse projeto ousado estão algumas das gigantes mundiais, como Motorola, AT&T, American Express, LG Eletronics, Samsung, Sony, Nokia, Intel e Microsoft. A lista é longa e pode ser consultada na íntegra no forum do projeto, onde também é possível encontrar uma vasta quantidade de informações sobre a tecnologia e seus usos. O endereço é: http://www.nfc-forum.org/home.
O lago negativo é que a tecnologia necessita de uma vasta infra-estrutura para funcionar. Os estabelecimentos, sistema de transporte, estádios e espaço público equipamentos com o hardware necessário para que o sistema funcione e o usuário não tenha uma experiência negativa. É provável que a tecnologia demore a chegar no Brasil, considerando que ainda temos um déficit de serviços de qualidade em internet de banda larga e principalmente em acesso mínimo à internet para grande parte da população.
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