quinta-feira, 1 de abril de 2010

O Photoshop e a regulamentação da propaganda.


A fama do Photoshop de tratar a realidade ou, em outras palavras, dar um jeito de em detalhes indesejados numa imagem já faz parte do hall das "tradições" de nossa sociedade pós-moderna.
Mas com o lançamento da versão CS 5, a sua capacidade de manipular as imagens, além de deixar a sociedade boquiaberta (e os publicitários e designers estimulados) , está preocupando, e muito, os congressistas brasileiros.

Tramita no Congresso um projeto de lei que visa regulamentar o uso da manipulação de imagens em propagandas, sob a pena de multa de até 50 mil reais aos anúncios que não informem que as imagens foram manipuladas.

A primeira vista parece um absurdo, pois se já é notório que os meios digitais facilitaram a edição de imagens, ao ponto de mesmo um leigo no assunto conseguir utilizar as ferramentas disponíveis, porque regular o seu uso? Não é tão absurdo assim. A propaganda não visa apenas comunicar, mas também vender, e vender uma mentira (uma imagem que não têm uma isomorfia com aquilo que representa), é contra a lei.

O tom apelativo é capaz de interpelar o consumidor e conduzí-lo à compra, porém, passado o impacto inicial e restando a decepção, caso o produto ou serviço não atenda à promessa comunicada, ficará o gosto amargo de uma experiência ruim. Em suma, propagandas responsáveis não precisam ser regulamentadas, além de garantirem o retorno do capital investido e o cumprimento dos objetivos.

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