Muitos profissionais de design costumam lidar com situações embaraçosas na hora de vender o seu produto e dificilmente conseguem cobrar o preço considerado justo. Claro, mensurar um produto que é fruto da criatividade humana, aliada ao fato de o resultado estar totalmente ligado à função estética, chega à ser comum o cliente não querer pagar pelo serviço prestado simplesmente porque não gostou do resultado.
Uma outra explicação possível é o fato do design se inserir no ramo de serviços, o que traz toda uma sorte de questões acerca da intangibilidade do produto e o fato de que o cliente só conseguirá analisar o resultado após, pelo menos, algumas horas de trabalho do profissional. Diferente de um bem, o design é puro processo e não pode ser visto ou manipulado antes de ser "prestado" ao cliente. Mas este argumento também não é suficiente para explicar a questão, pois não é comum um cliente deixar de pagar ou ficar pedindo desconto para cortar o cabelo.
Agora, como seria se os clientes de outros ramos de atividade se comportassem da mesma maneira como fazem ao contratar os serviços de um designer? A pergunta é pertinente, principalmente para destacar, através da metáfora da passagem entre setores econômicos, alguns vícios e absurdos que acometem o nosso setor. A boa notícia é que ela foi respondida, com muita habilidade e sarcasmo, por meio de um vídeo postado no youtube.
São os designers contra-atacando com muito humor uma prática extremamente prejudicial ao mercado, mas que infelizmente é muito complexa e de difícil solução.
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